Sábado, Fevereiro 02, 2008
Sábado, Maio 26, 2007
nomes e datas
após a revolução russa, muitos russos colocaram nomes em seus filhos q remetiam à este acontecimento, como outubro ou revolução. desta forma, uma pessoa carregava em seu nome um acontecimento, algo q representava um ideal comum.
atualmente a brahma quer transformar a quarta feira em zeca feira, invertendo a lógica de defender um ideal comum. se criticamos muitas vezes o personalismo e o culto à personalidade por parte de líderes políticos, o q dizer desse culto à personalidade imposta pelo mercado?
cada vez mais a propaganda na grande mídia apresenta-se como esmagadora e homogeneizante...
enfim, eu abomino zecas-feiras, como abomino a imagem do zeca pagodinho (eu disse imagem, leiam de novo).
abraços,
raca
atualmente a brahma quer transformar a quarta feira em zeca feira, invertendo a lógica de defender um ideal comum. se criticamos muitas vezes o personalismo e o culto à personalidade por parte de líderes políticos, o q dizer desse culto à personalidade imposta pelo mercado?
cada vez mais a propaganda na grande mídia apresenta-se como esmagadora e homogeneizante...
enfim, eu abomino zecas-feiras, como abomino a imagem do zeca pagodinho (eu disse imagem, leiam de novo).
abraços,
raca
Quinta-feira, Abril 12, 2007
colóquio walter benjamin em salvador
bom. realmente este colóquio foi muito bom. vi q ainda tenho muito o q aprender.
conversei com alguns professores. realmente foi muito proveitoso.
aprendi muita coisa, conheci algumas pessoas (não sou muito sociável, né?). com o tempo eu coloco algumas fotos do colóquio. desculpem-me, mas não tirei muitas fotos de salvador.
uma coisa legal, dei um livro de rpg, vampiro a máscara, 3º edição para presidente da sociedade internacional walter benjamin, o professor Bernd Witte. expliquei-lhe o q é rpg. quando eu questionei sobre as possibilidades do rpg, ele disse desconhecê-lo. e aí eu fiquei me indagando: "caraca, realmente o rpg ainda é muito desconhecido pela academia". e decidi presenteá-lo com um livro q ele não vai conseguir ler, mas acredito q pelo menos ele viu q tem um jogo de narrativa q se baseia em livros...
bom, é isso aí.
abraços,
raca
conversei com alguns professores. realmente foi muito proveitoso.
aprendi muita coisa, conheci algumas pessoas (não sou muito sociável, né?). com o tempo eu coloco algumas fotos do colóquio. desculpem-me, mas não tirei muitas fotos de salvador.
uma coisa legal, dei um livro de rpg, vampiro a máscara, 3º edição para presidente da sociedade internacional walter benjamin, o professor Bernd Witte. expliquei-lhe o q é rpg. quando eu questionei sobre as possibilidades do rpg, ele disse desconhecê-lo. e aí eu fiquei me indagando: "caraca, realmente o rpg ainda é muito desconhecido pela academia". e decidi presenteá-lo com um livro q ele não vai conseguir ler, mas acredito q pelo menos ele viu q tem um jogo de narrativa q se baseia em livros...
bom, é isso aí.
abraços,
raca
Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
tecnologia e autismo social
é impressionante como, para melhorar a vida das pessoas, a sociedade desenvolveu tecnologias que facilitam a vida das pessoas e tornam o cotidiano divertido. fones de ouvidos, video-games portáteis, etc... tudo isso nos faz esquecer da realidade que nos cerca. a sociedade passa a ser apenas um reflexo desagradável de algo que não entendemos. e pouco nos importamos. individualizamos nossas necessidades e não conseguimos adquirir consciência de classe. tornamo-nos incapazes de compreender as necessidades das outras pessoas. tornamo-nos autistas sociais.
infelizmente a mobilização social contra as injustiças encontra-se diminuta.
abraços,
raca
infelizmente a mobilização social contra as injustiças encontra-se diminuta.
abraços,
raca
Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
conforto ou prazer?
benjamin afirma que o conforto isola. e o prazer, isolaria mais, menos ou igualmente?
tenho lá meus pensamentos, mas ainda não é hora de desenvolvê-los.
tenho lá meus pensamentos, mas ainda não é hora de desenvolvê-los.
v de vingança
muitas pessoas gostaram do filme "v de vingança". ok. achei um filme interessante para o momento em que vivemos. mas...
é bem inferior à hq... vejam bem, todo o anarquismo foi retirado do personagem. v se tornou um liberal radical. sua luta se tornou apenas pela democracia do povo. nada mais. toda a profundidade da hq se perdeu e se transformou em algo meio sem sal...
ok, ele vai contra o governo americano... mas, hoje em dia, quem não vai?
a personagem, evey, no filme, parece demonstrar uma superioridade quanto ao v. ela demontra que não é preciso lutar para mudar, pois ela, para conseguir sobreviver, conseguiu um cartão de identidade falso. ótimo, certa é a pirata, errado é o revolucionário...
e o v se apaixonar por ela... francamente... perde muito do mistério sobre quem era v. seria v o pai de evey? seria homossexual? seria uma mulher?
infelizmente o filme nos retira estas perspectivas...
é um bom filme, mas perde de longe para a hq...
é bem inferior à hq... vejam bem, todo o anarquismo foi retirado do personagem. v se tornou um liberal radical. sua luta se tornou apenas pela democracia do povo. nada mais. toda a profundidade da hq se perdeu e se transformou em algo meio sem sal...
ok, ele vai contra o governo americano... mas, hoje em dia, quem não vai?
a personagem, evey, no filme, parece demonstrar uma superioridade quanto ao v. ela demontra que não é preciso lutar para mudar, pois ela, para conseguir sobreviver, conseguiu um cartão de identidade falso. ótimo, certa é a pirata, errado é o revolucionário...
e o v se apaixonar por ela... francamente... perde muito do mistério sobre quem era v. seria v o pai de evey? seria homossexual? seria uma mulher?
infelizmente o filme nos retira estas perspectivas...
é um bom filme, mas perde de longe para a hq...
Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
filme "the corporation"
tive a oportunidade de assistir ao documentário "the corporation" e percebi... como somos ingênuos... como acreditamos tanto em nossas leis e que as corporações também a seguem...
no livro "confissões de um assassino econômico", john perkins demonstra um pouco disso, explicando como países pobres e com riquezas que interessam aos eua são ludibriados. e sempre com a ajuda da burguesia local...
e no brasil? como anda se portando a nossa burguesia? a mídia nós sabemos. quem acompanhou a última eleição percebeu que a mídia saiu do armário e vestiu seu uniforme...
mas a grande pergunta é: e nós, simples mortais, como podemos enfrentar os interesses destes monstros psicopatas (assistam ao filme, vocês entenderão a analogia)? mas talvez seja melhor outra analogia (nem tão explorada no filme): as corporações são monstros genocídas.
michael moore fez um comentário interessante: como ele consegue fazer seus filmes? e sua resposta é: as corporações não defendem ideologia nenhuma. defendem pura e simples mente a reprodução de capital. não importa o conteúdo. lembrei-me de um texto do professor newton ramos-de-oliveira, intitulado "para não imobilizar o conceito de indústria cultural" ( no livro "indústria cultural e educação") . neste artigo, o autor defende que a motivação básica da indústria cultural é, sendo ela uma indústria capitalista, reproduzir e ampliar o capital. incorpora-se o que for necessário que possibilite a reprodução do capital. não importa quais os preceitos defendidos pelo produto ou seus produtores...
infelizmente ainda não conseguimos nos mobilizar de forma razoável (alguns diriam que nunca conseguiremos - será que são pagos pelas corporações?).
alguém aí tem uma dica?
abraços,
raca.
no livro "confissões de um assassino econômico", john perkins demonstra um pouco disso, explicando como países pobres e com riquezas que interessam aos eua são ludibriados. e sempre com a ajuda da burguesia local...
e no brasil? como anda se portando a nossa burguesia? a mídia nós sabemos. quem acompanhou a última eleição percebeu que a mídia saiu do armário e vestiu seu uniforme...
mas a grande pergunta é: e nós, simples mortais, como podemos enfrentar os interesses destes monstros psicopatas (assistam ao filme, vocês entenderão a analogia)? mas talvez seja melhor outra analogia (nem tão explorada no filme): as corporações são monstros genocídas.
michael moore fez um comentário interessante: como ele consegue fazer seus filmes? e sua resposta é: as corporações não defendem ideologia nenhuma. defendem pura e simples mente a reprodução de capital. não importa o conteúdo. lembrei-me de um texto do professor newton ramos-de-oliveira, intitulado "para não imobilizar o conceito de indústria cultural" ( no livro "indústria cultural e educação") . neste artigo, o autor defende que a motivação básica da indústria cultural é, sendo ela uma indústria capitalista, reproduzir e ampliar o capital. incorpora-se o que for necessário que possibilite a reprodução do capital. não importa quais os preceitos defendidos pelo produto ou seus produtores...
infelizmente ainda não conseguimos nos mobilizar de forma razoável (alguns diriam que nunca conseguiremos - será que são pagos pelas corporações?).
alguém aí tem uma dica?
abraços,
raca.

